Sobre

Paulo Farah encostado em um muro de pedra com inscrições antigas, olhando para o rio ao fundo

Paulo Daniel Elias Farah é escritor, tradutor, editor e professor, desde 2000, na Universidade de São Paulo (USP), onde é orientador de Doutorado, Mestrado, Iniciação científica e TGI (Trabalho de Graduação Individual) e supervisor de Pós-Doutorado.

Atua nas áreas de teoria e crítica literária, linguística, história e estudos culturais.

Formação

Com duas graduações em Letras (USP) e outra em Processamento de Dados (Unesp), possui Mestrado em Linguística (USP), Doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada/Letras (USP) e Doutorado em História Social (USP), com especialização e Pós-Doutorado em Egito, Síria e Kuaite.

Áreas de pesquisa

Suas principais áreas de pesquisa são: migração e refúgio (especialmente no Brasil e na América do Sul); estudos decoloniais; Orientalismo; representação; Palestina; literatura, língua, história e cultura árabe; cultura e literatura africana (em árabe, francês e inglês); história da África de maioria islâmica; Relações Brasil-África e Brasil-países árabes; Islamismo na África, no Oriente Médio e no Brasil; narrativas de viagem; manuscritos; fontes e escritas não-indo-europeias; xenofobia; interculturalidade; estudos de tradução e análise crítica.

Grupos de pesquisa e projetos

Coordena alguns grupos de pesquisa, incluindo o Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África/USP e o Grupo Diálogos Interculturais do Instituto de Estudos Avançados/USP, ambos certificados pelo principal órgão regulador de grupos de pesquisa no Brasil (CNPq), e projetos na área de educação, pesquisa, extensão e cultura.

Coordena o projeto de pesquisa Universidade em Transformação: educação, pesquisa e direitos humanos no século XXI em perspectiva interdisciplinar.

Autor e tradutor

É autor de vários livros, capítulos de livros, artigos e traduções. Entre os mais de 40 livros de que participou, citem-se: Deleite do estrangeiro em tudo o que é espantoso e maravilhoso: estudo de um relato de viagem bagdali; Presença Árabe na América do Sul; O Islã; e Diálogos e Resistências: a África no Brasil e o Brasil na África.

Traduziu obras fundamentais do árabe para o português, do século XII à literatura moderna e contemporânea, incluindo prosa, poesia, narrativas de viagem e manuscritos de africanos escravizados, em árabe e línguas ajami (escritas em caracteres árabes). Do português para o árabe, traduziu autores como Machado de Assis e João Guimarães Rosa, entre outros. Além do árabe, também traduz livros e artigos de-para inglês, francês, português e espanhol.

Ensino e pós-graduação

É Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação DIVERSITAS em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades/FFLCH/USP, que destinou 80% de suas vagas em cotas para negras(os), pessoas com deficiência, pessoas trans, indígenas e pessoas em situação de refúgio, apátridas e portadoras de visto humanitário, no processo seletivo de 2020.

Ministra disciplinas como “Linguagens da sobrevivência: migrações, interlínguas, narrativas e representações”; “Islã em África, Oriente Médio e Brasil: identidade, cultura e sociedade”; “História e Literaturas da África”; “Literatura Palestina”; “A construção identitária e sua representação na literatura árabe”; “Literatura Árabe” e “Orientalismo”, entre outras.

Coordena Cursos de Extensão na universidade, entre os quais “Diálogos e resistências: a África no Brasil e o Brasil na África”/FFLCH/USP e “Diálogos interculturais, migração e mobilidade em tempos de pandemia”/IEA/USP.

Jornalismo

Trabalhou como repórter, tradutor e editor no jornal Folha de S.Paulo, para o qual realizou coberturas internacionais (como a da Intifada/levante palestino; viagens do papa etc.), escreveu críticas, resenhas e coberturas de conflitos e manifestações religiosas e culturais sobretudo, em mais de 200 artigos.

Extensão e ação social

Coordena ainda Programas para Refugiados como o Programa de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira para Refugiados, parceria entre a USP e a sociedade civil.

No início dos anos 2000, fundou uma rede de pesquisa e cultura que reúne intelectuais e artistas de América do Sul, países árabes e África em estudos transdisciplinares sobre o Sul Global, a Bibli-ASPA.

Línguas

Línguas: português, árabe, francês, inglês, espanhol, italiano, alemão e conhecimentos de kiswahili, hauçá, persa, latim e grego.


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